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Modelo de classificação competências em função do seu papel na atividade empresarial

Esse modelo de classificação de competência está apresentado no diagrama abaixo e apresenta cinco categorias de competência, a que se refere à competência central da empresa e as outras quatro decorrentes de subdivisão de competências não centrais.

 

1-    Competências distintivas : é a capacidade mais importante da organização, como anteriormente já citado, a fabricação de motores de combustão da Honda e a habilidade de jogar tênis de Gustavo Kuerten.

 

2-    Competências essenciais  :  são as atividades necessárias para que a organização possa funcionar. Por exemplo, se há uma exigência de certificação ISO 9000 para um fabricante automotivo poder fornecer o seu produto, o processo de gerenciamento da qualidade que lhe permitiu a certificação é uma competência essencial.

 

3-    Competências de extensão : referem-se às atividades relacionadas às atividades centrais que permitem que a empresa obtenha lucros . As atividades publicitárias de Gustavo Kuerten são extensão de suas habilidades de tenista.

 

4-    Competências protetoras : estão relacionadas com as atividades que se não forem bem gerenciadas podem colocar em risco o sucesso de toda a organização.

 

5-    Competências parasitárias : são atividades desenvolvidas dentro da empresa que desperdiçam recursos. Muitas vezes são heranças de conjunturas antigas que permanecem na organização sem a devida reavaliação.

 

 

O modelo descrito e ilustrado acima não deve ser interpretado como uma classificação de competências definitiva e permanente. As competências podem mudar de classificação ao longo do tempo em função de alterações das condições de mercado. Por exemplo, o surgimento de fornecedores confiáveis pode levar competências essenciais à situação parasitária. Muitas empresas que se instalaram na China foram obrigadas no início a desenvolverem internamente muitas atividades pela inexistência de fornecedores. Eram competências essenciais que foram terceirizadas à medida que foram surgindo fornecedores confiáveis.

O modelo de classificação vai permitir identificar aquelas atividades pertencentes a diferentes classificações de competência que podem ser terceirizadas. Numa primeira análise, as que compõem o conjunto de competências parasitárias, ou incompetências, devem ser terceirizadas.

As competências essenciais e protetoras podem ser terceirizadas, se for garantida uma situação de controle de risco à atividade empresarial de toda a organização.

Um segundo modelo, que está apresentado no quadro abaixo, vai orientar a empresa sobre como proceder para promover a terceirização de atividades já analisadas e classificadas conforme o critério aqui apresentado. O modelo prevê a locação das competências numa matriz onde os eixos representam os riscos associados às atividades e a eficácia da atividade quando desempenhada internamente pela empresa.

Para cada quadrante da matriz há uma ação lógica recomendada. Atividades classificadas no quadrante de alta eficácia e baixo risco devem ser mantidas “dentro de casa”.  Aquelas que classificadas no quadrante de baixo risco e baixa eficácia interna devem ser terceirizadas.

 As atividades enquadradas como de elevado risco e baixa eficácia devem ser reestruturadas, movendo-as de quadrante, tornando-as mais eficientes ou de menor risco.  Só após a administração da companhia ter obtido sucesso movendo a atividade para o quadrante onde a ação recomendada é terceirizar, pode ser viável sua terceirização.

Raras são as empresas que adotam alguma metodologia para tomadas de decisão sobre a terceirização de atividades. É muito normal a oposição interna de grupos de funcionários ou executivos contra posições favoráveis à terceirização de atividades devido à sua ligação pessoal com elas no presente ou no passado. O critério simplista de classificar atividades como centrais ou não centrais, expõe as pessoas envolvidas provocando reações, pois ninguém gosta de ser considerado “não central “ dentro da empresa, sendo diminuído em importância dentro do processo produtivo.

O modelo aqui apresentado possibilita a avaliação das atividades com critérios racionais que minimizam os impactos negativos nos indivíduos. Uma vantagem significativa que irá beneficiar a empresa que discute terceirização sob esse enfoque é a possibilidade real e imediata de ganhos ao se analisar a eficiência das atividades possibilitando sua reestruturação e eliminando tarefas desnecessárias.

As decisões sobre terceirização de atividades devem ser encaradas como iniciativas empresariais complexas, devem seguir um modelo orientativo de ações para evitar que avaliações superficiais conduzam a equívocos nocivas à empresa.

 

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